sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O Principal Inimigo da Psicologia São os Psicólogos

O pior inimigo da Psicologia são os psicólogos. Em nenhuma outra ciência ou disciplina encontramos profissionais contrários aos conceitos que lhe são peculiares. Não existem físicos que sejam contrários aos conceitos físicos e que alegam ser necessário que a Física se desenvolva a partir de conceitos não-físicos. Isso pareceria absurdo. Além de não haver razões que justifiquem o desenvolvimento de uma Física não-física, também seria bastante difícil imaginar a simples possibilidade de Física semelhante. O mesmo vale para a Química, a Biologia, a Sociologia, etc. Entretanto, desde a alegada fundação da Psicologia como ciência em 1879 por Wilhelm Wundt, sempre existiram psicólogos contrários a conceitos psicológicos e que alegam ser necessário à Psicologia ser não-psicológica. As principais alternativas propostas por tais psicólogos aos conceitos psicológicos são os biológicos e comportamentais, e os principais motivos alegados por eles para rejeitá-los são a sua imprecisão e a dificuldade de observá-los e mensurá-los.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A Situação do Psicólogo Clínico Brasileiro

Observações preliminares:

1) Este post é baseado na minha experiência profissional como psicólogo clínico em Belo Horizonte, e a estou generalizando para todo o Brasil. Caso alguém pense que esta generalização é indevida, peço desculpas desde já.

2) A situação das clínicas de Psicologia relatada aqui é a situação que encontrei naquelas em que trabalhei. Espero que haja muitas exceções à regra, não apenas em Belo Horizonte, mas em todo o Brasil. Novamente, se alguém considerar minha generalização indevida, peço desculpas de antemão.

A Psicologia Clínica no Brasil pede ajuda; ou melhor, parece que sua situação está precária há tanto tempo, que ela se esqueceu de que nada está bom. Está conformada, quieta, comemorando os 50 anos de sua profissionalização neste país. Entretanto, dificilmente poderíamos entender a Psicologia Clínica no Brasil como uma profissão. É assim que o dicionário Aurélio define a expressão:

Profissão sf. 1. Ato ou efeito de professar (4). 2. Atividade ou ocupação especializada, da qual se podem tirar os meios de subsistência; ofício.

O psicólogo clínico geralmente professa sua convicção nas técnicas e teorias que regem sua ocupação, que é bastante especializada. Nesse sentido, o exercício da Psicologia Clínica no Brasil é uma profissão. Mas, tirar sua própria subsistência através do exercício da clínica é uma tarefa herculínea para o psicólogo brasileiro. Poucos, em média, conseguem esse feito. Nesse sentido, a Psicologia Clínica brasileira é uma ocupação que mais se assemelha a um hobby do que a uma profissão. E, quando falo em hobby, não estou insinuando que o psicólogo exerce a clínica com pouca seriedade ou dedicação. Existem hobbies que exigem muito de tudo isso, além de profunda paixão. Aliás, é justamente nesse sentido que falo da clínica em Psicologia como um hobby: Uma ocupação mantida em grande parte pela paixão, mas que não retribui com o sustento àquele que a exerce.